O Programa X, da Atlântida FM, e o Cafezinho, da Pop Rock

O sucesso do Pânico, na Jovem Pan, de São Paulo, inspira diversas emissoras em todo o país na metade dos anos 1990. Não é diferente em algumas rádios jovens do Rio Grande do Sul. É o caso da Atlântida FM e da sua principal concorrente naquela década, a 107.1 FM Pop Rock.

Encarte do CD do Programa X (1996)
Fonte: Acervo pessoal.

 Abertura do Programa X (1996)
Fonte: Acervo pessoal.

De 1995 a 1997, a Atlântida veicula o Programa X, com Alexandre Fetter servindo como uma espécie de mediador para as imitações, performances e tiradas do humorista Carlos Escova e dos radialistas Eron Felipe Dalmolin e Rogério Forcolen. A atração faz tanto sucesso que chega a ser lançado um compact-disc com várias músicas de tom satírico interpretadas pelos personagens criados por eles. Quando Fetter transfere-se para a Pop Rock, de Canoas, passa a participar, em novembro de 1997, do Cafezinho, que conta, de início, também com Arthur de Faria, Celso Garavelo e Mauro Borba. Vale lembrar que a atração, na época, junto com a nova combinação de estilos da programação musical – algo como um meio-termo entre a Atlântida e a Ipanema –, leva a um expressivo crescimento de audiência da estação ligada à Universidade Luterana do Brasil.

Caricatura da equipe do programa Cafezinho (final dos anos 1990)
Da esquerda para a direita, Maurício Amaral, Alexandre Fetter, Mauro Borba, Cagê, Arthur de Faria e Carlos Couto.
Fonte: BORBA, Mauro. Prezados ouvintes: histórias do rádio e do Pop Rock. Da criação da Ipanema ao Cafezinho. 2.ed. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. p. 135.

O programa Cafezinho, os gaúchos e a temperatura (2006)
Fonte: Acervo pessoal.

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