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A Pop Rock enfrenta (e vence) à Atlântida
2015
Luiz Artur Ferraretto

Adesivo distribuído ao ouvintes da Rádio Pop Rock FM (2000)
Fonte: Acervo pessoal.

Em 1997, com Mauro Borba na gerência, a Felusp FM contrata Alexandre Fetter, da Atlântida FM. Da experiência dele com o pop, base da estação de música jovem da RBS, e da de Mauro Borba com o rock dos tempos da Ipanema, vai ser redefinido o conteúdo da 107.1 FM. Em seguida, inspirada na Rock & Pop, de Buenos Aires, a estação é rebatizada, em uma inversão de maior sonoridade, como Pop Rock, ao que, com frequência, os comunicadores acrescentam a frase “A rádio da Ulbra”.
O forte reposicionamento da Pop Rock afeta, em especial, a audiência da Atlântida FM, com a estação ligada à universidade chegando a liderar a audiência no segmento musical jovem no final da década de 1990. O carro-chefe da programação é, então, o Cafezinho, um bate-papo entre vários comunicadores da rádio, que começa a ser veiculado, de segunda a sexta, em novembro de 1997. O crescimento da 107.1 permite a constituição de uma rede que, no dia 16 de março de 2000, passa a operar via satélite, integrando a rádio de Canoas com duas outras estações administradas, na época, pela Ulbra, em Santa Maria e Tramandaí. Constituída, logo em seguida, como Conexão Pop Rock, chega a englobar, na década seguinte, antes da crise financeira da universidade, quase uma dezena de estações.


Programa Pop Rock na TV, da Ulbra TV, mostra como é produzido o Cafezinho (2006)
Fonte: Acervo pessoal.
O Programa X, da Atlântida FM, e o Cafezinho, da Pop Rock

O sucesso do Pânico, na Jovem Pan, de São Paulo, inspira diversas emissoras em todo o país na metade dos anos 1990. Não é diferente em algumas rádios jovens do Rio Grande do Sul. É o caso da Atlântida FM e da sua principal concorrente naquela década, a 107.1 FM Pop Rock.

Encarte do CD do Programa X (1996)
Fonte: Acervo pessoal.

 Abertura do Programa X (1996)
Fonte: Acervo pessoal.

De 1995 a 1997, a Atlântida veicula o Programa X, com Alexandre Fetter servindo como uma espécie de mediador para as imitações, performances e tiradas do humorista Carlos Escova e dos radialistas Eron Felipe Dalmolin e Rogério Forcolen. A atração faz tanto sucesso que chega a ser lançado um compact-disc com várias músicas de tom satírico interpretadas pelos personagens criados por eles. Quando Fetter transfere-se para a Pop Rock, de Canoas, passa a participar, em novembro de 1997, do Cafezinho, que conta, de início, também com Arthur de Faria, Celso Garavelo e Mauro Borba. Vale lembrar que a atração, na época, junto com a nova combinação de estilos da programação musical – algo como um meio-termo entre a Atlântida e a Ipanema –, leva a um expressivo crescimento de audiência da estação ligada à Universidade Luterana do Brasil.

Caricatura da equipe do programa Cafezinho (final dos anos 1990)
Da esquerda para a direita, Maurício Amaral, Alexandre Fetter, Mauro Borba, Cagê, Arthur de Faria e Carlos Couto.
Fonte: BORBA, Mauro. Prezados ouvintes: histórias do rádio e do Pop Rock. Da criação da Ipanema ao Cafezinho. 2.ed. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. p. 135.

O programa Cafezinho, os gaúchos e a temperatura (2006)
Fonte: Acervo pessoal.